Archive for October, 2007

Google ajusta PR de alguns sites

Wednesday, October 24th, 2007

O site maujor.com é a maior autoridade em português sobre CSS e padrões web. Por anos, o autor dedicou-se a traduzir artigos da http://www.w3.org/ para o Português; a W3, um dos poucos PR10, colocava links para os artigos traduzidos. Graças a esses links da W3, e a milhares de outros que o maujor conquistou merecidamente, graças à alta qualidade da informação que produz (esse é um excelente exemplo de como se conquistam posições no topo da Google), o maujor.com chegou a PR7.

O maujor começou a vender links de publicidade; diferentemente do que dizem os boatos, isso não é problema para a Google (na verdade, a Google quer que os sites vendam publidade - de preferência através do Adsense). O que é um grande problema, sim, é vender publicidade utilizando-se o PR como chamariz.

Isso está ou estava escrito no site do maujor (links removidos): “O site está muitíssimo bem rankeado no Google. A Home Page tem PR7 e a maioria das páginas internas têm PR6.
Isto significa alta visibilidade em resultados de busca. Para saber mais sobre page rank visite esta página.
Para verificar online a PR de uma página visite PR checker info”

E o maujor publicou links para sites sobre pousadas, computadores, hospedagem de sites, imobiliárias, cadastros de sites, etc.

Desde hoje ou há alguns poucos dias, o maujor foi rebaixado para PR4.

Primeira lição: se for vender publicidade, jamais utilize as palavras PageRank, PR, Google, posicionamento, etc. Aliás, um passo ainda mais básico: jamais colocar links para tex**-ads-**lin*s.com ou rev**me.com (eu estou sendo tão cauteloso que, além de não colocar links, sequer escreverei o nome dos sites); se um site contém tais links, de que mais a Google precisa para saber que o site vende/compra links?

Segunda lição: acompanhar os efeitos do rebaixamento. Primeiro, acompanhar o tráfego da maujor, para ver se ele perde tráfego ou se a mudança foi apenas cosmética (para impedir a maujor de vender e desestimular possíveis compradores). Segundo, acompanhar alguns dos anunciantes do maujor, para ver se eles perdem seus bons rankings.

Update 1: não foi só o maujor. Diversos sites que abertamente vendem links tiveram o PR rebaixado; ver esse post do webmasterworld.

Update 2: Poucos dias após o ‘ajuste’ acima, a Google exportou uma nova lista de PR. Como de hábito, a ‘atualização’ causou barulho nos blogs brasileiros; ver, por exemplo, esse post. Também como de hábito, ninguém reportou grandes aumentos ou grandes diminuições de tráfego.

Update 3: o maujor não perdeu nenhum dos seus rankings. Continua, merecidamente, em primeiro lugar para a competitiva palavra CSS (inclusive com os também merecidos sitelinks). A Google não puniu o maujor; a Google quer estimular webmaster a criarem mais sites como o maujor, ricos em informação; a Google apenas não quer que o maujor venda links usando PageRank como incentivo.

Um número maior de pessoas começa a desconfiar de que esse tal de PageRank não é tão importante assim. Em mais alguns meses, algumas pessoas devem começar a perceber que TrustRank e o histórico dos sites são mais importantes que PageRank.

Update 4, 16 de novembro: o tráfego do Maujor não sofreu nenhuma redução; a redução de PR7 para PR4 não teve nenhum efeito.

Google, o Big Brother

Monday, October 22nd, 2007

Artigo publicado no Times On Line de 21 de outubro de 2007: Google olha tudo o que você faz.

A Google diz o quão longe quer ir na sua missão de ordenar TODA a informação disponível no mundo.

Como o artigo deve ir algum dia para o arquivo (protegido), transcrevo alguns trechos:

“Google’s techno-dream comes in three bytes. The first is loosely referred to as “universal search”. Scribbling frantically on a whiteboard, Mayer, Google’s head of search products and user experience, says the web is currently “very limited and primitive”. It consists mainly of words, images and some music, mostly created in the last few years. There is much, much more that could – and should – be online. At its simplest level, this includes every film, TV show, video or radio broadcast ever made; every book, academic paper, pamphlet, government document, map, chart and blog ever published in any language anywhere; and any piece of music ever recorded. Google is currently developing new software that will scan millions of new sources of information to give richer search results.

The second part of Google’s techno-dream is “personalised search”. Google has just launched iGoogle, a new turbocharged version of its regular search service. It allows Google to monitor our search and web-surfing history, so that it can find out who we are, how old we are, what job we do, whether we are married and have children, where we go on holiday, what we do in our spare time – anything, in fact, that it can glean from our web-surfing, which, since we do so much online these days, means pretty much everything. Google wants us to sign up for iGoogle on our PC, and also to install it, along with Gmail, Google Maps and Google Earth software, on our mobile phone, so that it knows not just who we are but where we are in the world, 24 hours a day, thanks to the satellite-positioning chips starting to be included in mobile phones.

The final piece of the Google future is called “cloud computing”. Instead of using the internet to search for information that we then copy and use to work on documents stored on the hard drives of our computers, using the software on those computers, Google wants us to create all our documents online, to work on them online using Google’s web-based software, and to store them online on Google’s vast global network of servers. Google has recently launched its own web-based software programs – called Google Apps – that enable us to create password-protected word files and spreadsheets, edit them and store them online. These applications – along with Gmail, Calendar, Google’s online diary, Picasa, its picture-management and storage system, and Presentations, its online version of PowerPoint – mean Google will provide all our computing and storage needs, not on our PCs but, as Mayer puts it, “in the computational cloud”.

Senado e ‘vergonha nacional’

Wednesday, October 10th, 2007

Desde uns dois dias atrás, o Senado não está mais em #1 para a pesquisa [vergonha nacional]. Nesse momento, a página senado.gov.br/sf/ é a mais bem colocada, em #15.

senado1.gif

E por que isso estaria ocorrendo? Ou seja, por que o site do Senado estaria perdendo posições para a pesquisa por [vergonha nacional]?

Uma hipótese é que os links estariam perdendo força. Como a maioria dos links estava em blogs, à medida que os posts vão para a segunda página, os links perdem força.

Outra hipótese é que a Google esteja aprendendo que a página do Senado não tem relação com a pesquisa [vergonha nacional]. E como a Google aprende isso? Estudando o comportamento do usuário. É provável que poucos usuários que pesquisem por [vergonha nacional] cliquem o link para o Senado; e dos poucos que clicam, menos ainda de fato se interessam pelo site do Senado.

Vamos ver o que acontece com a página ao longo do tempo; talvez possamos tirar conclusões úteis.

Update 22 de outubro: a página senado.gov.br/sf está em #11 para [vergonha nacional]

Update 20 de novembro: leiam esse post.