Google usa Ajax nas SERPs e dificulta análise de estatísticas
Sunday, February 8th, 2009Segundo o blog acima, a Google, ao expandir seu uso de Ajax, estaria alterando (para pior, segundo a óptica de SEO) a formação de URLs de pesquisa, e por conseguinte dificultando a análise de palavras-chaves que aparecem nas estatísticas de visitação.
Explicando: hoje, quando fazemos uma pesquisa, a palavra-chave passa a ser parte da URL da página de resposta da Google; por exemplo, ao pesquisarmos pela palavra [brasil] em google.com, a Google gera uma página com a seguinte URL (chamada SERP, Search Engine Response Page): http://www.google.com/search?hl=en&q=brasil; outros parâmetros podem aparecer, separados pelo símbolo &, como por exemplo http://www.google.com/search?hl=en&safe=off&q=brasil&start=10, que informa que o idioma da pesquisa foi inglês, o modo safe estava off, a palavra-chave foi [brasil] e que a SERP gerada começa na segunda página.
Quando clicamos em qualquer um dos links dessa SERP, a URL inteira aparece como referrer nas estatísticas do servidor da página de destino. A partir daí, softwares de análise de tráfego como analytics ou statcounter são capazes de encontrar as palavras-chave codificadas na URL e assim determinar qual palavra-chave foi utilizada na google para gerar a SERP, e qual a posição da página na pesquisa.
E o que vai mudar? Nas SERPs em que a Google migrou para Ajax, a SERP gerada passa a ter o formato http://www.google.com/#q=ajax&hl=en&q=brasil.
Note que, logo após google.com/, é introduzido o símbolo #. E, por convenção do protocolo http, tudo o que vem após o # é truncado no servidor que envia a URL para o cliente. Isso significa que o servidor do cliente entenderá que todas as requisições da Google virão da URL google.com.
Ou seja, não haverá maneira de se saber qual palavra-chave foi utilizada na Google, nem qual era a posição da sua página nas SERPs.

