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Livro: Google

Sunday, July 29th, 2007

Escrito pelos Americanos David A. Vise e Mark Malseed. Editora Rocco. Aproximadamente R$ 42; eu comprei no aeroporto do Recife.

Não fala nada sobre o algoritmo (além, evidentemente, do PageRank).

Fala sobre como Sergei e Brin se conheceram, suas famílias, o início numa garagem.

Eles tentaram vender a patente do PageRank para a Excite e para o Yahoo!, que recusaram. O Yahoo! alegou que seu objetivo (do Yahoo) era manter o usuário o máximo possível dentro do site (daí eles terem criado o mail, groups, flickr, jobs, travel, cars.yahoo, etc), e o PageRank faria com que os usuários encontrassem rapidamente o que buscavam e se afastariam do site.

Um professor, David Cheriton, apresentou Larry e Sergei a Andy Bechtolsheim, ele próprio um gênio em computação e investidor milionário. Bechtolsheim acreditou, com reticências, no potencial da dupla e fez um cheque de US$ 100.000 (’porque era um número redondo’) em nome da Google Inc.. Como tal empresa ainda não existia, Larry e Sergei tiveram que guardar o cheque até formalizar a Google.

Capítulo interessante é o que descreve o lançamento das ações na Bolsa. Esse é o momento em que,  geralmente, os fundadores perdem o controle da empresa; em todos os casos de IPO antes da Google, os grandes bancos de Wall Street impuseram aos fundadores condições que, visando a salvaguardar os interesses dos futuros investidores, colocavam o controle da empresa nas mãos de diretores profissionais.

A Google quebrou o paradigma. O IPO da Google foi pulverizado; todos puderam comprar ações, ainda que umas poucas. Sergei e Larry se mantiveram no controle, com autonomia para ditar os rumos da empresa; a concessão que fizeram foi aceitar a entrada de Eric Schmidt, que se tornou o ‘elemento financeiro’ na direção. Isso explica, em grande parte, porque a Google continua focada em melhorar o algoritmo e satisfazer o usuário, enquanto o Yahoo se tornou a maior vitrine comercial da internet.

Capítulo à parte sobre Charlie Ayers, ex-chef da banda Grateful Dead que assumiu o restaurante da Googleplex; como muitos outros, Charlie tornou-se milionário e aposentou-se.

Nos outros capítulos, a descrição do sucesso da empresa. Muito se fala do PageRank, mas a maior inovação da Google foram Adwords e Adsense (ver também o livro A Cauda Longa).

Livro: A Cauda Longa

Monday, April 30th, 2007

Esse livro é essencial para se entender a importância da Google (e, por extensão, de SEO) no mundo atual.

O autor chama-se Chris Anderson; em Português, o livro chama-se A Cauda Longa e custa uns R$ 40. Em inglês, o livro chama-se The Long Tail; na verdade, o livro é uma expansão de idéias que o autor já havia expressado em artigos e no blog http://www.thelongtail.com/; ler o blog permite conhecer muito do livro.

Cauda Longa é uma referência ao formato da curva de distribuição estatísticas de certos eventos, que são comumente encontrados no mercado de produtos e serviços (incluindo a internet).

A Cauda Longa

Nessa forma de distribuição, há (ou melhor, costumava haver) um pequeno número de produtos que respondem por grande parte dos eventos, e uma enorme gama de produtos que respondem, cada qual, por uma pequena ocorrência de eventos.

Por exemplo, considere-se o número de filmes em exibição nos cinemas; uns 10 ou 20 filmes apenas ocupam a grande maioria de todas as salas, enquanto milhares de outros filmes amadores são restritos a exibições esparsas em locais obscuros. Da mesma forma, a publicação de livros: não mais que algumas centenas de títulos são expostos em livrarias, enquanto milhares de outros títulos são lidos apenas pelos respectivos autores e conhecidos.

Nas palavras do autor, os filmes e livros de sucesso ocupavam a cabeça da curva de distribuição, e recebiam toda a atenção de público e mídia (inclusive financeira); enquanto isso, todos os outros filmes e livros, anônimos, ocupavam a imensa cauda longa da curva, e estavam fadados ao esquecimento.

O que diz o livro? A internet quebrou esse paradigma. O livro explica como produtos antes relegados ao ostracismo hoje podem obter tanta exposição quanto os mega-sucessos. O Youtube, por exemplo, pode lançar artistas anônimos ao estrelato; a Amazon pode tornar um livro dos anos 60 um (quase) best-seller; a Netflix encontra e aluga DVDs para todos os gostos.

E onde entra a Google nessa estória? A Google é um filtro, que faz o casamento entre as vontades do público e as ofertas dos produtores. Tanto umas quanto outras aumentam rápida e incessantemente, daí (se não fossem os outros motivos) a necessidade de a Google aprimorar constatemente o algoritmo.

Lição a ser tirada: o que nós queremos é agradar a Google, para que ele tenha nossos sites em mais alta conta e nos envie mais tráfego. Como fazer isso? Ajudando a Google a melhor encontrar as respostas às pesquisas de seus usuários.