Archive for the ‘SEO’ Category

O caso do blogverde

Tuesday, August 21st, 2007

Estive ocupado, cuidando dos meus sites.

Vejamos o que aconteceu com o blogverde.

Primeiro (e grande) problema: o webmaster não colocou links para os que participaram da promoção, o que tirou o interesse de potenciais participantes. Ele ganhou menos links do que poderia.

Mesmo assim, para a expressão [como ganhar dinheiro na internet], o blogverde passou de #90 para #29; isso mostra a influência que uns poucos links podem ter. O tecmarcos passou para #2 e #3; o número #1 agora é patraodigital.com.br, com PR1 (o que mostra como PR pode ser enganoso); o interney é #10. Para [”como ganhar dinheiro na internet”], ou seja, pesquisa com aspas pelo termo exato da âncora, o blogverde é #16.

No cade.com.br, o #1 é ainda dinheirofacil.hpg.ig.com.br; a primeira página está cheia de spam. A página blogverde.com/category/assunto-quente aparece em #89; a página blogverde/2007/06 aparece em #94.

Mais uma vez, não há surpresas: bons links com a âncora correta melhoram os rankings.

Update 24 de outubro: a homepage do blog verde está em #12 na google para  [como ganhar dinheiro na internet]; tecmarcos voltou para #1, patraodigital caiu para #25; há hoje 2.240.000 resultados.

No cade.com.br, o #1 para [como ganhar dinheiro na internet] é dinheirobr.kit.net; o post do blog verde blogverde.com/2007/06/28/ganhar-dinheiro-na-internet  aparece em #62, e a homepage aparece em #75.

Links e rankings: outro estudo de caso

Friday, July 6th, 2007

Esse post analisou a influência que um conjunto de links sobre os rankings.

Esse tipo de experimento é interessantíssimo. Como são poucas as pessoas que conhecem os algoritmos das SEs no Brasil, são poucas as que procuram melhorar seus rankings aplicando técnicas de otimização. Isso significa que, quando alguém aplica as técnicas, é fácil ver quais foram os resultados práticos das mesmas (daí aplicam-se as mesmas técnicas em outros domínios).

Na língua inglesa, isso é impraticável. Todos os termos que podem ser otimizados já o são (isso porque muitas pessoas já estão ganhando dinheiro há tempos com sites otimizados). Por exemplo, é impossível fazer um experimento controlado para [make money online], pois existem milhares de pessoas esforçando-se ao máximo para chegar ao topo (basta ver o número de pessoas utilizando Adwords para o termo); o #1, bidvertiser.com, é um PR7.

No Brasil, onde não há disputa, a situação é diferente. Vejamos o caso abaixo.

O webmaster do blogverde.com criou uma outra promoção: está propondo uma troca de links. Webmasters de outros sites devem linkar para a homepage do blog com o texto:

“Estou participando da promoção do Blog Verde, que ensina Como Ganhar Dinheiro na Internet com Blogs!”

O texto-âncora é “Como Ganhar Dinheiro na Internet” (link removido). Em troca, o webmaster dará um link de volta.

Acompanhemos, pois, o avanço do blog para o termo “Como Ganhar Dinheiro na Internet”.

Hoje, 6 de julho, o #1 na Google é o site tecmarcos.com, PR5 (o PR é registrado apenas para fins históricos); a página tecmarcos.com/ganhardinheiro.php aparece em #14. O blogverde.com aparece em #90. O interney.net aparece em #3 e #4.

No cade.com.br, o #1 é www.dinheiroffacil.hpg.ig.com.br; o www.tecmarcos.com/ganhardinheiro.php aparece em #4. A página blogverde.com/2007/02/01/fechamento-de-janeiro-07-recorde aparece em #778; a página blogverde.com/2007/03/10/silvio-santos-eu-quero-ganhar-mais aparece em #806; a homepage não aparece entre os 1000 primeiros.

O comando linkdomain:www.blogverde.com do Yahoo retorna 5400 links; todos os 100 primeiros links são ou da feedburner ou do novo-mundo, outro blog do mesmo webmaster. Uma análise completa do impacto dos links deveria levar em conta o número e a qualidade dos novos links (que é o que eu faço com meus próprios sites). Mas nesse estudo de caso isso é impraticável, pois toma muito tempo; ademais, como explicado acima, as especificidades do mercado brasileiro permitem que se tirem boas conclusões, mesmo com essa análise superficial.

Veremos o que acontecerá nos próximos meses.

PS: Para os que possam estar se perguntando por que a expressão [ganhar dinheiro na internet] e similares são tão disputadas, vai uma breve explicação:
Muitas pessoas procuram formas de ganhar dinheiro pela internet (se possível, sem muito esforço). Como tirar proveito disso? Crie uma página cheia de programas de afiliados, que pagam comissões para cada novo afiliado que você indicar; apresente essa página aos interessados em ganhar dinheiro, convença-os de que eles ganharão dinheiro fácil e convença-os a tornarem-se afiliados; quanto mais pessoas se afiliaram, e quanto mais eles ganharem, mais o indicador (você) ganhará.

O poder dos links: um mês depois

Monday, July 2nd, 2007

Nesse post, de aproximadamente um mês atrás (31 de maio), pudemos ver o início de um experimento; uma página específica de um blog começou a receber links de outros blog, todos com o mesmo texto.

Vejamos o que aconteceu após um mês.
Até o final de maio, o Bruno tinha recebido 40 pares de links; em 6 de junho, ele anunciou ter recebido mais dez, e em 20 de junho outros 10, perfazendo assim um total de 60 pares de links (60 para a homepage do blog, 60 para a página da promoção).

Resultados nas SERPs:

  • o post continua, naturalmente, #1 para [ganhe um domínio grátis]; o interessante é que hoje o número de páginas é 87.900, bem abaixo do que era em maio (193.000).
  • o post passou de #17 para #13 para [domínio grátis]; o número de páginas passou de 2.180.000 para 3.360.000
  • o post passou de #56 para #35 para [promoção]; o número de páginas aumentou de 21.800.000 para 22.600.000
  • a homepage continua #1 e #2 para [brpoint], com as mesmas páginas de 31 de maio (interessante investigar porque a mesma página continua em #2, ou seja, ela é a segunda página mais relevante para [brpoint]). A homepage continua #2 para [problogging], mas a #1 mudou para blogmedia.biz (PR4). Para [tecnologia], a homepage sumiu das primeiras 1000 posições (o que era de se esperar, pois a palavra tecnologia foi removida do Título).
  • O título da homepage permanece o mesmo: ‘BrPoint | Problogging, Dicas de Blog, SEO e Opinião’. Para [dicas de blog], o site passou de #680 (página interna) para #29 (homepage). Para [SEO], o site passou de #45/#46 para #10 (homepage) e #11 (fim do SEO).
  • Para [opinião], a homepage passou de #121 para #137
  • CONCLUSÕES: Essas são minhas conclusões.

  • Para [promoção], houve uma esperada melhora, de #56 para #35; no longo prazo, essa é a palavra que mais deve melhorar de ranking, pois é a que mais receberá texto-âncora específico.
  • O interessante é que a palavra [domínio grátis] também teve uma boa melhoria. Pode ser porque a página ainda está ganhando score por ter ‘domínio grátis’ no Título.
    Mas, pode ser também porque a google olha para o texto ao redor do link e também melhora seus rankings. Eu acho isso bastante plausível; isso faz sentido, porque em casos como “Clique aqui para saber mais sobre a Ferrari”, mesmo que a palavra clicável seja Clique aqui, o tópico que o autor quis ressaltar foi a Ferrari. Poderíamos testar isso acompanhando a evolução de outras palavras-chave na frase do Bruno (Ganhe um domínio grátis.Basta participar da promoção
    que está sendo realizada pelo BrPoint.), mas, além de ‘domínio grátis’, ela só contém palavras genéricas.
  • Em relação às palavras que compõem o Título da homepage, observam-se comportamentos diversos. Para [problogging] e [opinião], não houve progresso. Para [dicas de blog] e [SEO], houve excelente progresso. Como interpretar? Primeiro, as palavras [problogging] e [opinão] já estavam no Título, e portanto tiveram menos a ganhar durante o mês passado; as palavras [dicas de blog] e [SEO], ao contrário, tinham acabado de entrar no Título, e portanto não estavam se beneficiando de tal situação.
    Primeira conclusão: as palavras do Título são importantíssimas para um bom rankeamento (o que aliás é bem sabido pelos SEOs mais experientes). Mas acho que uma segunda conclusão é possível; por que [problogging] e [opinão] subiram pouco, apesar daqueles links, e [SEO] e [dicas de blog] subiram tão rapidamente? Acho que a resposta é que a Google sabe que o blog do Bruno foca-se muito em redor dos tópicos [SEO] e [dicas blog], e gira apenas tangencialmente ao redor de [problogging] e [opinião]; em outras palavras, o blog tem autoridade para escrever sobre [SEO], mas é apenas mais um a escrever sobre [opinião]. E como a Google sabe disso? Análise semântica, links, vizinhanças, …
  • No Cade.com.br:

  • o post continua #1 para [ganhe um domínio grátis] e passou de #9 para #7 para [domínio grátis]
  • para [promoção], a página brpoint.net/tag/promocao aparece agora em #21; não há nenhuma outra página do domínio entre os 1000 primeiros (!!)
  • para [problogging], a homepage continua #1. Para [SEO], as páginas brpoint.net/categoria/seo e brpoint.net/tag/seo passaram para #12 e #13, e a homepage desapareceu. Para [dicas de blog], a homepage passou de #159 para #12, e a página brpoint.net/categoria/dicas passou do nada para #22. Para [opinião], a homepage passou de #160 para #193.
  • CONCLUSÕES:

  • o Yahoo parece dar menos valor ao texto-âncora do que a Google. Ou o Yahoo ainda está dando peso para o ‘domínio grátis’ do Título, ou parece que o Yahoo pode estar dando mais peso a palavras ao redor do texto-âncora (a acompanhar). No caso presente, o Yahoo deu pouco valor a [promoção], mas parece ter dado valor a [domínio grátis]
  • o Yahoo deu bastante valor a Tags e Categorias. Não sei como essas páginas e sub-diretórios são formados, vou investigar melhor.
  • No msn.com.br:

  • para [ganhe um domínio grátis], o post saiu de lugar nenhum para #11
  • a search.msn.com torna as coisas muito difíceis para se alterar o idioma para o Português.
  • Conclusão: 1) os links tiveram certamente forte influência para alavancar o post; 2) o msn não se preocupa muito com usabilidade.

    SEO.com é vendido por US$ 5 milhões

    Wednesday, June 20th, 2007

    O domínio SEO.com foi vendido por US$ 5 milhões; ver notícia em inglês aqui.

    Para comparar: o domínio poker.com foi vendido recentemente por US$ 1 milhão, e o porn.com foi vendido por US$ 9 milhões (ver aqui); isso significa que o comprador enxerga muito mais valor no mercado de SEO do que no mercado de poker online, e quase tanto quanto no mercado para adultos.

    Interessante é que mesmo entre webmasters o valor causou enorme surpresa; nesse thread, que foi iniciado um mês antes da venda (quando já havia rumores de que o domínio seria negociado), as estimativas iniciais variavam de US$ 20 mil a uns US$ 100 mil, com maior concentração na faixa dos US$ 50 mil.

    O novo comprador certamente acredita num enorme crescimento do mercado de SEO. E eu concordo com ele.

    De certa forma, a internet está ainda nos primórdios (compare-se, por exemplo, os 10 anos de internet comercial com os 70 anos de televisão comercial), as Search Engines são ainda novas, e as técnicas de SEO são praticamente desconhecidas.

    Num futuro não distante, os SEOs serão tão conhecidos (e indispensáveis) como os profissionais de marketing de hoje.

    Encontrando os links ideais

    Saturday, June 2nd, 2007

    É fato bem sabido que LINKS são elemento essencial no algoritmo de TODAS as Search Engines.

    Outro fato, esse não tão sabido, é que os links não são todos iguais, ou melhor, nenhum link, no que se refere a peso nos rankings das SEs, é igual a outro. Vários webmasters ainda dão grande valor a PageRank para avaliar o valor de sites e páginas (e, conseqüentemente, ainda que de forma inconsciente, links); outros, de forma ainda mais simplista, dão valor simplesmente ao número de backlinks.

    Desde há muito tempo, há diversos outros fatores que influenciam no valor de um link. O mais incontroverso (pois afirmado pela própria Google - ver item 2.2 da Anatomia da Google), mas ainda assim desconhecido, é o texto-âncora do link. Outros fatores são o conteúdo da página que contém o link, o TrustRank do site que contém o link, o posicionamento do link na página, etc.

    Embore seja mencionado aqui por último, um dos fatores mais importantes é a vizinhança do link. Se sua página é sobre [bananas], um bom link é aquele que esteja em um site de uma vizinhança de sites que tratem de [bananas]. E será ainda melhor, se o link estiver numa página que seja uma autoridade (receba um grande número de links) ou um hub (aponte para outros sites relevantes) da vizinhança. E quanto mais desses links a sua página conseguir, mais relevante ela será para [bananas], e mais sua página subirá nos rankings para [bananas].

    Esse gráfico simples explica muito bem a situação:

    link-ideal.jpg

    Cada ponto é uma página, cada traço é um link. Como elas se linkam porque têm um tópico em comum, elas formam uma vizinhança.
    Veja que algumas páginas são aglutinadoras de links (são as autoridades da vizinhança); outras páginas são emissoras de links (são os hubs da vizinhança). Isso (a direção dos links) não está representada no esquema, mas a Google enxerga muito bem essas relações.

    Atente para a página representada pelo ponto negro no meio do gráfico. Ela não é a que mais recebe links, e possivelmente não tem alto PR. Mas é essa página que recebe links (recebe votos) de diversos pontos distribuídos por toda a vizinhança. Provavelmente, é essa a página que as SEs elegerão como a mais relevante da vizinhança.

    O trabalho de um SEO é conseguir que suas páginas estejam justamente naquele ponto negro.

    O poder dos links: um caso prático

    Thursday, May 31st, 2007

    Deparei-me há pouco com esse post: http://www.brpoint.net/arquivo/blogs/ganhe-um-dominio-gratis.html (removi os links desse post, para não causar nenhuma influência no experimento abaixo).

    O Bruno, webmaster do site brpoint.net, teve uma ótima idéia: está pagando o registro de um domínio por um ano para todos os webmasters que fizerem uma avaliação daquele site e incluírem dois links para o mesmo.

    Os avaliadores têm o trabalho de examinar os pontos positivos e negativos do brpoint.net; em troca, ganham um ano de registro de domínio. O Bruno tem que pagar algo entre US$ 6 e US$ 12 por participante, mas em troca ganha não apenas uma avaliação (provavelmente imparcial) do seu site - e isso é importante para que se possa aprimorar o mesmo -, mas também (e principalmente) os links, que provavelmente melhorarão os rankings do brpoint nas diversas Search Engines. Uma situação em que todos ganham.

    Espero que ganhemos também nós, estudiosos dos algoritmos.

    Parece que o Bruno não vai ter problemas em conseguir os 200 links (2 de cada site, até um máximo de 100 sites). As regras que ele estipulou exigem que os links estejam em páginas indexadas na Google; além disso, foi exigido de todos os participantes que incluíssem nos respectivos sites um pequeno texto, o qual continha dois links.

    
    Ganhe um domínio grátis.Basta participar da promoção
    que está sendo realizada pelo BrPoint.

    De novo, removi os links; veja o código-fonte para conferir o código dos links.

    Ou seja, o post vai receber 100 links com a âncora ‘promoção’, e a homepage vai receber 100 links com a âncora ‘BrPoint’.

    Minha intenção é ver o impacto que os links vão causar nos rankings do post e da homepage, para diversas palavras chave. Teria sido muito bom acompanhar o experimento desde o início, mas ainda podemos tirar várias conclusões.

    O post do BrPoint foi criado em 16/5/2007; o Bruno já reconheceu 40 pares de links. Nesse momento (31/5, quase meia-noite), vejo o seguinte:

    Na Google:

  • O post já é #1 (193.000 páginas) para [ganhe um domínio grátis], que é o Título da página; isso quer dizer que em quinze dias a página já foi indexada e ganhou um score considerável
  • O post é #17 (mostrando 10 resultados por página) para [domínio grátis], que é consideravelmente mais competitiva (2.180.000 páginas); a intenção é ver quanto ainda ela vai subir, com os links extras que ainda virão
  • O post já está na posição #56 para [promoção], que é altamente competitiva (21.800.000 páginas)
  • A homepage já é, evidentemente, #1 para brpoint (e também #2, para uma página de 12/03/2007, solicitando ajuda para o Aldemir - não vou colocar a URL porque poderia influenciar o ranking). Mas é interessante ver o que acontecerá com o ranking para outros termos: a homepage é #2 para [problogging] (a #1 é problogging.com); a homepage está em #700 (100 resultados por página) para a palavra [tecnologia] (91.800.000 páginas), que está no Título da página no cache da Google; para a palavra [promoção], ao redor da posição #163, há outra página do Brpoint com um FAQ, datada de 23/05/2007
  • Excelente: parece que de ontem para hoje o Título da homepage foi alterado de ‘BrPoint | Problogging, Tecnologia e Opinião’ para ‘BrPoint | Problogging, Dicas de Blog, SEO e Opinião’. Vamos ver o que vai acontecer então com os rankings para [tecnologia] (item anterior), [Dicas de Blog] e [SEO]. Hoje, para [dicas de blog], há uma página com dicas para o Adsense na posição #680; para [SEO], há dois links (100 resultados por SERP) do seo.brpoint.net nas posições #45/46 - uma sobre o-fim-do-seo e outra sobre yahoo-permite-nao-indexacao-de-parte-das-paginas (128.000.000 de páginas - estranhamente, há muitas páginas escritas em japonês nas primeiras posições << investigar); ao redor das posições #50/51, há duas páginas do www.brpoint.net - uma página sobre o seo-brasil-transferido e outra sobre seo-nao-confunda-alhos-com-bugalhos.Vamos acompanhar o que acontece nos próximos dias/semanas/meses.
  • Para [opinião], a homepage está em #121 (42.700.000 páginas)
  • No Cade.com.br:

  • o post já é #1 para [ganhe um domínio grátis] (47.200 páginas) e #9 para [domínio grátis] (3.930.000 páginas)
  • a homepage é #86 para [promoção], mas a palavra está na homepage; a página com FAQs da promoção é #146; o post em si não aparece entre os 1000 resultados apresentados (!!)
  • Para [problogging], a homepage é #1; para [tecnologia], a homepage é #249 (tecnologia está na página em cache); para [SEO], #25; para [dicas de blog], 159; para [opinião], #160.
  • No msn.com.br:

  • Para [ganhe um domínio grátis] (10.174 páginas), a primeira página está em #120, e é uma página interna em que se faz referência à promoção (ou seja, essa página tem mais peso do que o post sobre a própria promoção !!); para [domínio grátis], nem o post nem outra página aparecem entre os 1000 primeiros resultados
  • Para [problogging], a primeira página a aparecer é a página sobre wp-plugins, #180
  • Vamos acompanhar esses rankings, para ver o que ocorrerá nos próximos dias/semanas/meses.

    Atualização em 2 de julho: clique aqui.

    Afiliados e SERPs

    Thursday, May 17th, 2007

    Lembrei-me do caso Buscapé quando vi esse post.  Nele, o autor fala das maneiras como os links dos afiliados para o site destino (no caso, o Buscapé; o site original fala em merchants, que é a entidade que vende os produtos; o Buscapé é algo como um intermediário entre os afiliados e os merchants) podem ser configurados.

    A maneira mais simples, que é a adotada pelo Buscapé, é colocar um link direto, sem redirecionamento, como:

    http://busca.busc*pe.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=123&produto=DVD

    Nesse caso, o Buscapé cria uma página para cada afiliado; cada afiliado envia tráfego para sua página alvo, que será diferente das demais apenas no que tange ao parâmetro site_origem. Todas essas páginas terão idêntico conteúdo, apesar de terem URLs ligeiramente diferentes. A Google vai filtrar as páginas repetidas, e exibir a que julgar mais relevante; e qual será essa? será provavelmente aquela que recebeu um link do afiliado mais relevante.

    Nesse tipo de página, não ocorre redirecionamento. A página entregue pelo servidor http é exatamente a página requerida pelo navegador. Para indicar essa situação, o servidor http envia junto com a página um header de código 200; essa página tem uma ferramenta que faz um header check.

    Outras maneiras de se implementar o  link de afiliados fazem uso de redirecionamentos, implementados no servidor http. Por essa técnica, o que acontece é o seguinte: 1) o afiliado envia o visitante para uma URL do merchant, contendo o código do afiliado; 2) o servidor do merchant coloca um cookie na máquina do visitante, e partir daí qualquer transação do visitante é (ou deveria ser) associada ao afiliado;  3) o servidor redireciona o visitante para uma outra página do site, com o conteúdo que o visitante deseja. Nessa situação, os bots também seguem os redirecionamentos, e portanto apenas enxergam a página final (após o redirecionamento); por isso, não há como haver indexação de páginas duplicadas.

    Há dois tipos de redirecionamentos: 1) redirecionamento temporário: informa aos user agents (que incluem os navegadores e os bots) que a página destino é temporária, e que o conteúdo da página destino em algum momento retornará para a página sendo redirecionada; o bot provavelmente vai indexar a página sendo redirecionada; o servidor http envia o código 302 para sinalizar essa situação; 2) redirecionamento permanente: informa  aos user agents que o redirecionamento é permanente; o conteúdo da página final é o que deve ser levado em conta; os bots, nesse caso, vão indexar a página final.

    Abre parênteses. Durante algum tempo, os black hats utilizaram essas propriedades do redirecionamento temporário (header 302) para roubar rankings de outras páginas; escreverei sobre isso em outro post (atualização: leia mais sobre essa técnica black hat). Fecha parênteses.

    O autor do post sugere aos merchants que adote o redirecionamento permanente (301). Com isso, não apenas se evitaria a indexação de páginas de conteúdo repetido, como se teria a vantagem de que a única página indexada seria a do merchant (sem códigos de afiliados) e mais, todos os afiliados estariam contribuindo para o ranking daquela página específica. Para o visitante, a única diferença é que ele não veria aquela URL enorme na barra de navegação.

    As desvantagens seriam apenas dos afiliados (e o autor do post chama a atenção para esse ponto): além de depender do cookie do merchant (se a máquina do visitante não aceitasse cookies, o afiliado perderia a venda; o redirecionamento ocorre de qualquer maneira, gerando negócios para o merchant), o afiliado estaria sendo usado para alavancar o ranking do merchant.

    O Buscapé tomou a pior decisão de todas: não utilizou redirecionamentos (os quais teriam evitado a confusão desde o início), e após ver a indexação de páginas de afiliados, em vez de premiá-los, resolveu puni-los.

    Qual o efeito de rel=nofollow ?

    Friday, May 11th, 2007

    Conformi escrevi nesse artigo, em janeiro de 2005 as três principais Search Engines do mercado, Google, Yahoo e msn se juntaram e criaram o atributo nofollow, que teria o propósito de informar a elas que o link NÃO deveria ser interpretado como um voto, e portanto não deveria trazer nenhum benefício à página para a qual o link apontasse.

    Passados mais de dois anos, será que alguma coisa mudou? Pelo menos no caso da Google, eu acho que sim.

    O nofollow foi criado quando o conceito de TrustRank estava incipiente (leia mais sobre TrustRank). O TrustRank mede a confiança que a Google tem em determinada página; se o TR (que, diferentemente do PageRank, a Google não informa) for alto, a Google tem tanto a página em si como os links nela contidos em alto conceito; se o TR for baixo, a Google não valoriza a página nem confia nos links nela contidos.

    Para mim, isso é quase equivalente a dizer que o nofollow é desnecessário.

    Nesse thread do blog do Matt Cutts, de 23 de janeiro de 2007, o Matt comenta sobre o fato de que a Wikipedia (site de altíssimo TrustRank), uma vez mais, resolveu adicionar nofollow a todos os seus links. Após o blá-blá-blá habitual, Matt escreveu: “I don’t expect this change to affect Google’s rankings very much, but it’s good to see the Wikipedia folks paying close attention to link spam”, ou seja “Eu não espero que essa mudança afete muito os rankings da Google, mas é bom ver que o pessoal da Wikipedia está prestando atenção ao link spam”.

    Isso faz muito sentido. A Google confia na Wiki (aliás, não apenas confia, como idolatra); prova disso é que a Wiki está na primeira página para várias [buscas]; essa confiança provém do excelente conteúdo da Wiki, dos milhões dos links legítimos que endossam a Wiki, e de sua política de auto-vigilância que suprime links de spam. A adição ou não de nofollow pouco deveria afetar a confiança da Google nos links da Wiki.

    Melhor que discutir hipóteses é tentar comprovar a tese.

    Peguemos um tema da Wiki em inglês sobre o qual tenhamos algum domínio, e que seja de média competitividade. Uma sugestão é escrever sobre tópicos referentes ao Brasil; isso faz com que nosso conhecimento sobressaia em relação ao contribuinte médio da Wiki, e por isso nossas contribuições (links externos) sejam mais facilmente aceitáveis.

    Por exemplo, tomemos um tópico como Clarice Lispector (750.000 páginas). Minha sugestão: escrevam uma página em inglês sobre a escritora com conteúdo de alta qualidade, que esteja dentro dos padrões da Wiki para constar como external link; façam com que esse link da Wiki seja o único link apontando para a página (ou seja, as melhorias de posição da página seriam devidas àquele link da Wiki, com nofollow). Observem a posição da página por alguns meses.

    Eu tenho feito algo similar com algumas páginas (NB: sem infringir nenhuma regra da Wiki). Minhas experiências mostram que links da Wiki ainda carregam muito valor.

    Um efeito do nofollow é assegurado: colocar ou removar nofollow manualmente mostra à Google, Y e msn que você sabe o que o nofollow faz; isso mostra que você tem alguma idéia do que seja SEO. Eu acho isso uma péssima idéia.

    Ainda sobre o Buscapé

    Thursday, May 10th, 2007

    Em um post anterior, externei minha opinião de que um modelo de negócios como o do Buscapé (e outros similares que já surgiram na web) está sujeito a instabilidades. E nos dois posts mais recentes (aqui e aqui), tentei explicar por que o tráfego qualificado proveniente de Search Engines está se tornando um dos bens mais valiosos da internet.

    Por isso, não me causou nenhuma surpresa ver que o Buscapé comunicou a seus afiliados que não lhes pagaria mais por tráfego enviado através de páginas indexadas nas Search Engines (ver, por exemplo, esse post e esse outro).

    O que fez o Buscapé? Usou o trabalho (muitas vezes involuntário) dos webmasters para melhorar suas posiçoes nas SEs, e parou de pagá-los por isso.

    Como é isso?

    O Buscapé provavelmente sabe que os visitantes provenientes de Search Engines são mais propensos a compras (eles têm, ou deveriam ter, pessoas estudando detalhadamente as estatísticas de comportamento dos usuários). Eles sabem que a maioria dos webmasters desconhece a relação entre sites, links e rankings: bons webmasters criam bons sites, os quais tornam os links poderosos (segundo os critérios das Search Engines), os quais por sua vez têm o poder de alavancar as páginas que recebem os links.

    O Buscapé apostou na obscuridade: em vez de criar um modelo de pagamentos mais justo (o que demandaria explicações e convencimentos), resolveu afirmar que a indexação de páginas em SEs contrariava os termos do acordo (como se a indexação fosse algo ruim), e não mais pagaria por cliques provenientes dessas páginas !!

    Vejamos um exemplo. A imagem abaixo é um screenshot da primeira página da Google.com.br para a palavra [celulares]. A Google indexou mais de 37.000.000 de páginas sobre celulares, e quando eu fiz a pesquisa havia mais de 20 anunciantes no Adwords.

    google celulares

    Na posição número 6, que deve conseguir algumas dezenas ou centenas de cliques por mês, aparece esse link:

    busca.buscape.com.br/cprocura?lkout=1&site_origem=1199690&produto=celulares - 23k

    Isso significa que, a cada vez que alguém procurar por [celulares] na Google e clicar esse link, o webmaster cujo código de afiliação é 1199690 doou involuntariamente um pouco do seu trabalho para o Buscapé.  Esse link somente aparece na primeira página da Google porque algum webmaster criou um bom website e introduziu nele um link para aquela página do Buscapé.

    Esse processo se repete para milhares de outras palavras. É fácil imaginar quanto o Buscapé está se beneficiando dessa enorme quantidade de tráfego ‘grátis’.

    Importante observar que não há nada de ilegal no que o Buscapé está fazendo. O Buscapé é dono do programa, pode estipular as regras que mais lhe convenham. Cabe aos webmasters decidirem se aceitam ou não as regras.

    Tráfego Qualificado

    Tuesday, May 8th, 2007

    O objetivo de (quase) todos os sites é conseguir tráfego.

    Muito melhor que conseguir tráfego, entretanto, é conseguir tráfego qualificado; a expressão largamente utilizada em inglês é targeted traffic.

    O tráfego qualificado é aquele que procura o que você está oferecendo. Com isso, as chances de que o visitante venha a gostar do seu site, colocá-lo nos Favoritos, divulgar o site (inclusive colocando links, se ele puder), e eventualmente comprar algo que você ou seus anunciantes vendam é muito maior.

    Suponhamos um site sobre, por exemplo, uma pousada em Maceió; o dono da pousada, provavelmente, está interessado em utilizar o site para atrair potenciais hóspedes.

    O dono poderia colocar um anúncio por um mês na primeira página da UOL, utilizando um banner em Flash com belas praias e uma mensagem “Conheça o Paraíso” (Maceió é de fato uma boa candidata a paraíso na Terra). Dos milhões de usuários que acessam o UOL mensalmente, é provável que alguns milhares cliquem o link.

    O site teria milhares de visitantes, mas a taxa de conversão (ou seja, o número de visitantes que efetivamente fecham um negócio - no caso, uma reserva no hotel) seria muito baixa. Por quê? Porque a maioria dos visitantes seria de usuários do UOL que estivessem acessando a homepage UOL para tratar de outros assuntos (ler emails, revistas, etc) e foram ocasionalmente atraídos por um banner chamativo.

    Como poderíamos qualificar um pouco mais o tráfego? Poderíamos, por exemplo, colocar o banner não na homepage, mas na seção de Turismo do UOL; assim, saberíamos que os potenciais visitantes estariam de alguma forma interessados em turismo. Mais: poderíamos colocar o banner na página sobre Turismo em Maceió da UOL; além disso, o banner poderia informar claramente “Pousada em Maceió”.

    Certamente, o número de visitantes seria menor, mas o tráfego seria muito mais qualificado: seriam pessoas que estivessem lendo sobre Maceió, e clicariam para um site sobre pousadas em Maceió. A probabilidade de conversão seria muito maior.

    Entretanto, a divulgação em sites como UOL, Terra, Globo, etc é restrita a poucos, em razão do custo. Existe alguma outra maneira de se obter tráfego qualificado a baixo custo?

    O tráfego de Search Engines é altamente qualificado. O usuário já informou à SE o que ele está procurando. O usuário já refinou os resultados da SE ao ler os links da página de respostas e escolhendo o que mais lhe agrada.

    Para o dono da nossa pousada, ter o site na primeira página da Google, Yahoo e msn para “pousada em Maceió” é, na minha opinião, a melhor forma de divulgação.