Archive for the ‘SEO’ Category

Tráfego Qualificado

Tuesday, May 8th, 2007

O objetivo de (quase) todos os sites é conseguir tráfego.

Muito melhor que conseguir tráfego, entretanto, é conseguir tráfego qualificado; a expressão largamente utilizada em inglês é targeted traffic.

O tráfego qualificado é aquele que procura o que você está oferecendo. Com isso, as chances de que o visitante venha a gostar do seu site, colocá-lo nos Favoritos, divulgar o site (inclusive colocando links, se ele puder), e eventualmente comprar algo que você ou seus anunciantes vendam é muito maior.

Suponhamos um site sobre, por exemplo, uma pousada em Maceió; o dono da pousada, provavelmente, está interessado em utilizar o site para atrair potenciais hóspedes.

O dono poderia colocar um anúncio por um mês na primeira página da UOL, utilizando um banner em Flash com belas praias e uma mensagem “Conheça o Paraíso” (Maceió é de fato uma boa candidata a paraíso na Terra). Dos milhões de usuários que acessam o UOL mensalmente, é provável que alguns milhares cliquem o link.

O site teria milhares de visitantes, mas a taxa de conversão (ou seja, o número de visitantes que efetivamente fecham um negócio - no caso, uma reserva no hotel) seria muito baixa. Por quê? Porque a maioria dos visitantes seria de usuários do UOL que estivessem acessando a homepage UOL para tratar de outros assuntos (ler emails, revistas, etc) e foram ocasionalmente atraídos por um banner chamativo.

Como poderíamos qualificar um pouco mais o tráfego? Poderíamos, por exemplo, colocar o banner não na homepage, mas na seção de Turismo do UOL; assim, saberíamos que os potenciais visitantes estariam de alguma forma interessados em turismo. Mais: poderíamos colocar o banner na página sobre Turismo em Maceió da UOL; além disso, o banner poderia informar claramente “Pousada em Maceió”.

Certamente, o número de visitantes seria menor, mas o tráfego seria muito mais qualificado: seriam pessoas que estivessem lendo sobre Maceió, e clicariam para um site sobre pousadas em Maceió. A probabilidade de conversão seria muito maior.

Entretanto, a divulgação em sites como UOL, Terra, Globo, etc é restrita a poucos, em razão do custo. Existe alguma outra maneira de se obter tráfego qualificado a baixo custo?

O tráfego de Search Engines é altamente qualificado. O usuário já informou à SE o que ele está procurando. O usuário já refinou os resultados da SE ao ler os links da página de respostas e escolhendo o que mais lhe agrada.

Para o dono da nossa pousada, ter o site na primeira página da Google, Yahoo e msn para “pousada em Maceió” é, na minha opinião, a melhor forma de divulgação.

A importância de bons rankings vai crescer

Monday, May 7th, 2007

Nessa página, de 2004, já chamava atenção para a importância das Search Engines.

De lá para cá (e de agora para o futuro), a importância das SEs (e dos SEOs) fez aumentar ou diminuir?

Eu não tenho dúvidas de que essa importância aumentou, e continuará aumentando, gradual mas continuamente.

Explico.

É certo que o número de usuários (potenciais clientes de sites  comerciais) aumenta diariamente; por outro lado, a concorrência (número de sites ou páginas que concorrem pelas mesmas palavras nas SEs) também aumenta diariamente.

Um fator, entretanto, muda muito pouco:  os sites listados na primeira página de respostas concentram uns 80% das visitas. Isso quer dizer que um site, para ter máxima visibilidade, deve estar entre os dez melhores (esse é um valor absoluto, não relativo) para uma dada palavra de busca.

Explicando com números: suponhamos que hoje, para uma [palavra de busca], um site seja o 5º melhor, contra 1.000 concorrentes (o site está na primeira página, e terá visibilidade para a [palavra de busca]). Suponhamos que, daqui a dois anos, o site seja o 15º, mas contra 10.000 concorrentes.

O site melhorou sua posição relativa, pois enquanto o número de concorrentes aumentou 10 vezes (de 1.000 para 10.000), sua posição nos rankings caiu apenas 3 vezes (de 5º para 15º).

O dono do site deve, então, ficar satisfeito? Não. O site caiu para a 2ª página. Poucos usuários visitam a 2ª página. Os potenciais clientes, provavelmente, comprarão dos outros 10 sites que continuam na primeira página. 

É por isso que a importância de bons rankings (e, conseqüentemente, de bons SEOs) vai continuar crescendo.

Livro: A Cauda Longa

Monday, April 30th, 2007

Esse livro é essencial para se entender a importância da Google (e, por extensão, de SEO) no mundo atual.

O autor chama-se Chris Anderson; em Português, o livro chama-se A Cauda Longa e custa uns R$ 40. Em inglês, o livro chama-se The Long Tail; na verdade, o livro é uma expansão de idéias que o autor já havia expressado em artigos e no blog http://www.thelongtail.com/; ler o blog permite conhecer muito do livro.

Cauda Longa é uma referência ao formato da curva de distribuição estatísticas de certos eventos, que são comumente encontrados no mercado de produtos e serviços (incluindo a internet).

A Cauda Longa

Nessa forma de distribuição, há (ou melhor, costumava haver) um pequeno número de produtos que respondem por grande parte dos eventos, e uma enorme gama de produtos que respondem, cada qual, por uma pequena ocorrência de eventos.

Por exemplo, considere-se o número de filmes em exibição nos cinemas; uns 10 ou 20 filmes apenas ocupam a grande maioria de todas as salas, enquanto milhares de outros filmes amadores são restritos a exibições esparsas em locais obscuros. Da mesma forma, a publicação de livros: não mais que algumas centenas de títulos são expostos em livrarias, enquanto milhares de outros títulos são lidos apenas pelos respectivos autores e conhecidos.

Nas palavras do autor, os filmes e livros de sucesso ocupavam a cabeça da curva de distribuição, e recebiam toda a atenção de público e mídia (inclusive financeira); enquanto isso, todos os outros filmes e livros, anônimos, ocupavam a imensa cauda longa da curva, e estavam fadados ao esquecimento.

O que diz o livro? A internet quebrou esse paradigma. O livro explica como produtos antes relegados ao ostracismo hoje podem obter tanta exposição quanto os mega-sucessos. O Youtube, por exemplo, pode lançar artistas anônimos ao estrelato; a Amazon pode tornar um livro dos anos 60 um (quase) best-seller; a Netflix encontra e aluga DVDs para todos os gostos.

E onde entra a Google nessa estória? A Google é um filtro, que faz o casamento entre as vontades do público e as ofertas dos produtores. Tanto umas quanto outras aumentam rápida e incessantemente, daí (se não fossem os outros motivos) a necessidade de a Google aprimorar constatemente o algoritmo.

Lição a ser tirada: o que nós queremos é agradar a Google, para que ele tenha nossos sites em mais alta conta e nos envie mais tráfego. Como fazer isso? Ajudando a Google a melhor encontrar as respostas às pesquisas de seus usuários.