Estudo de caso: Natal - parte 2

December 29th, 2007

Esse post é continuação desse estudo de caso.

Hoje é 29 de dezembro. A primeira página da google para [natal] (clique na imagem para ampliar) está assim:

natal-29-dez-2007.jpg

1. pt.wikipedia.org/wiki/Natal
2.www.natal.com.br/
3.www.arteducacao.pro.br/homenagem/Natal/natal.htm
4. www.natal.rn.gov.br/
5. www.laurapoesias.com/natal/mensagens_de_natal.htm
6. www.natal-brazil.com/portugues/
7. www.acidigital.com/fiestas/navidad/index.html
8. www.chamada.com.br/mensagens/list/2
9. www.suapesquisa.com/historiadonatal.htm
10. natal.com.pt/

No pé da página, as Notícias sobre Natal.

Vale a pena ver também a segunda página:

11. www2.buscape.com.br/natal.html
12. veja.abril.com.br/melhor_da_cidade/natal/index.shtml
13. www.diariodenatal.com.br/
14. www.nataltrip.com/
15. www.visitnatalbrazil.com/
16. natguia.com.br/
17. www.feriasemnatal.com.br/
18. www.natalguia.com.br/
19. www.mensagensvirtuais.com.br/natal/
20. pt.wikipedia.org/wiki/Natal_(Rio_Grande_do_Norte)

Isso mostra que sete dos dez resultados da primeira página referem-se à festa de Natal, e apenas três referem-se à cidade de Natal; os sites sobre a cidade de Natal que estavam na primeira página foram deslocados para a segunda página (e ainda têm que brigar com duas páginas sobre a festividade). Em 20 de novembro, as páginas sobre as festas de Natal ocupavam apenas dois links na primeira página, e em 8 de dezembro ocupavam três links.

Conclusão: as páginas sobre as festas de Natal subiram nos rankings porque são as que, nessa época do ano, mais satisfazem as buscas dos usuários (para confirmar essa hipótese, pode-se conferir os rankings em meados do ano, quando todos buscam pela cidade de Natal, e poucos buscam pelas festas). Isso ajuda a confirmar a idéia desse post sobre como subir na Google: as mudanças não foram nem pelo aumento no número de links, nem pela idade dos sites; foram, sim, pelo aumento da relevância das páginas para determinadas buscas.

A Google monitorando cliques

December 16th, 2007

Um fato há muito conhecido lá fora, mas ainda pouco conhecido no Brasil: a Google, de tempos em tempos, monitora os cliques em suas páginas de resultados.

A figura abaixo (clique para ampliar) mostra uma pesquisa por [policia rodoviaria federal]; como era de se esperar, o site da Polícia Rodoviária Federal está no topo (perde apenas para as Notícias da Google, o que também não é surpresa).

google-traking-serps.jpg

Mas dê uma olhada na barra de status, no pé da página. Clicando com o botão direito no link para a PRF (é necessário clicar com o botão direito; ao se passar o mouse sobre o link sem clicar, a Google utiliza javascript para ‘camuflar’ a URL de destino), a barra de status mostra a URL de destino; e, em vez de ir diretamente para o site da PRF (www.dprf.gov.br), o link primeiro passa por um script da própria Google, e daí é redirecionado para o destino final; isso se repete para todos os links nessa pesquisa; e, repetindo a pesquisa em outro momento, os scripts desaparecem.

O que a Google está fazendo? Ela está monitorando a taxa de cliques na primeira posição, segunda, etc, para uma dada pesquisa.

Por que ela faz isso? Para ver onde os usuários clicam e daí avaliar a qualidade da página de resultados. Se, por exemplo, os usuários ignoram o resultado em #1, e clicam massivamente no resultado no #10, é evidente que alguma coisa está estranha com os resultados.

Quando ela faz isso? Por exemplo, quando ela faz algum ajuste no algoritmo que ela considere significativo, e quer verificar como os usuários reagem a ele. Isso explica também por que a Google não precisa fazer isso permanentemente: deixando o script ativado por alguns minutos, a amostra de usuários é tão grande que já permite conclusões estatisticamente significantes.

Isso pode influenciar o posicionamento de um site no futuro? Em outras palavras, vale a pena ficar clicando repetidamente no link do meu próprio site, na tentativa de fazê-lo subir nos rankings? Ninguém (a não ser alguns engenheiros da Google) sabem com certeza; mas eu acho que não.

Estudo de caso: Natal

November 20th, 2007

Um dos fatores de ranking que ainda é negligenciado por muitos SEOs é a maneira como os usuários interagem com um site ou página.

Se a Search Engine consegue detectar que uma página agrada aos visitantes, por que não dar uma pontuação extra à página? Aliás, a questão não é se a Search Engine daria essa pontuação; isso é certo (a Search Engine que não valorizar a preferência de seus usuários está fadada ao fracasso). A questão é se, e em que medida, a Search Engine consegue detectar e medir o quanto os usuários gostam de determinada página (esse último estudo de caso foi, para mim, uma evidência de que a Google detecta e premia as boas páginas).

O Natal é uma excelente época para se tentar avaliar a validade dessa hipótese. A palavra Natal tem em português diversos significados: período de festas, capital do RN, nascimento de crianças, etc. No período natalino, os usuários responderão diferentemente a buscas por [natal]; sites que falam sobre festas de Natal, que durante o restante do ano são pouco procurados, vão agora ganhar mais tráfego, os visitantes ficarão mais tempo, clicarão em mais links, etc.

Esse experimento vai acompanhar o que acontecerá na Google.com.br e no cade.com.br para buscas por [natal].

Em 20 de novembro, as primeiras 10 páginas em google.com.br são:
www.natal.com.br/
www.natal.rn.gov.br/
www.natal-brazil.com/portugues/
Resultados de notícias sobre natal (news.google.com.br)
pt.wikipedia.org/wiki/Natal
www.nataltrip.com/
natguia.com.br/
www.feriasemnatal.com.br/
www.arteducacao.pro.br/homenagem/Natal/natal.htm
www.diariodenatal.com.br/
Resultado das imagens para natal

Duas páginas que não estão na primeira página mas que eu acho interessantes acompanhar são
www.acidigital.com/fiestas/navidad/ (#13) e www.laurapoesias.com/natal/mensagens_de_natal.htm (#18)

No cade.com.br, as 10 primeiras páginas para [natal] são:
www.natal.rn.gov.br
pt.wikipedia.org/wiki/Natal
www.natal.com.br
www.natal-rn.tur.br
pt.wikipedia.org/wiki/Natal_(Rio_Grande_do_Norte)
www.natal.rn.gov.br/sectur
www.natalguia.com.br
www.natal-brazil.com/portugues
www.natal-brazil.com
www.chamada.com.br/mensagens/list/2

A página www.acidigital.com/fiestas/navidad/index.html está em #19; www.arteducacao.pro.br/homenagem/Natal/natal.htm está em #23; www.presentedenatal.com.br/historia_natal.htm está em #30.

Vou tentar acompanhar o que acontecerá a esses rankings entre hoje e até o Natal, e nas semanas após o Natal. Se minha suposições estiverem corretas, as páginas referentes à festa de Natal ganharão rankings nas próximas semanas.

Atualização, 8 de dezembro de 2007.

Uma pesquisa para [natal] na google.com.br traz os sites na seguinte ordem:
www.natal.com.br/natal-8-dez-2007.jpg
pt.wikipedia.org/wiki/Natal
www.natal.rn.gov.br/
www.natal-brazil.com/portugues/
www.arteducacao.pro.br/homenagem/Natal/natal.htm
www.nataltrip.com/
www.acidigital.com/fiestas/navidad/index.html
natguia.com.br/
www.feriasemnatal.com.br/
Resultados de notícias sobre natal
A página www.laurapoesias.com/natal/mensagens_de_natal.htm subiu para #11, e a página www.chamada.com.br/mensagens/list/2 subiu para #17

É evidente que cujas temas são Natal, a festa natalina, subiram muitas posições no ranking (mesmo a página da wiki sobre Natal trata da festa, e não da cidade).

Vejamos as mudanças no cadê. Hoje, 8 de dezembro, as primeiras posições para Natal são:
www.natal.rn.gov.brnatal-cade-8-dez-2007.jpg
pt.wikipedia.org/wiki/Natal
www.natal.rn.gov.br/sectur
www.natal.com.br
www.natal-rn.tur.br
www.natalguia.com.br
pt.wikipedia.org/wiki/Natal_(Rio_Grande_do_Norte)
pt.wikiquote.org/wiki/Natal
www.natal-brazil.com/portugues
natal.cbtu.gov.br

Outras páginas de interesse: www.chamada.com.br/mensagens/list/2 subiu para #14, www.arteducacao.pro.br/homenagem/Natal/natal.htm está em #28, www.acidigital.com/fiestas/navidad/index.html está em #32. Importante: parece que o Yahoo fez um update em 1 de dezembro.

Que conclusões se tiram: uma conclusão secundária é que o Yahoo ainda faz updates drásticos, que alteram radicalmente a ordem dos rankings; na Google, as atualizações são incrementais, sem mudanças abruptas. Outra conclusão sobre o Yahoo é que ele não leva (não muito, ao menos) em conta o comportamento dos usuários para criar rankings.

Mas a conclusão mais importante é que, sem dúvida, a Google dá mais importância às páginas que mais atendem às demandas dos usuários. As páginas sobre a festa Natal estão subindo porque, nessa época, são essas páginas que os usuários procuram mais; são nessas páginas que os usuários passam mais tempo, são os links dessas páginas que eles seguem, são a essas páginas que elas retornam mais, são essas páginas que elas repassam para amigos.

Vou ver se consigo tirar outro “retrato” às vésperas do Natal. Atualização: ver continuação desse post: Estudo de caso: Natal - parte 2.

Estudo de caso: Senado Federal

November 20th, 2007

Hoje, 20 de novembro, a homepage do Senado voltou a #1 na Google para [vergonha nacional].

senado-federal-20-nov.gif

Recapitulando:

  • em meados de setembro, diversos blogs linkaram de suas respectivas homepages para a homepage do Senado, utilizando a âncora [vergonha nacional]; a homepage do Senado não apenas vai para #1, mas ganha sitelinks.
  • em meados de outubro, a homepage do Senado havia caído para #15 na Google; algumas semanas após, ela havia subido para #11, indicando que estava em ascensão;
  • hoje, meados de novembro, a página já retornou a #1 na Google (no cade.com.br, hoje ela ainda está em #1, mas não acompanhei o que aconteceu nesse período).

Que conclusões se tiram?

Minha hipótese: o grande número de links levou a homepage do Senado a #1; os sitelinks surgiram porque o site do Senado é muito visitado, e a Google pôde fazer um estudo estatístico das páginas mais visitadas, as quais foram incluídas nos sitelinks.

Após algumas semanas, a homepage do Senado começou a cair nos rankings porque os posts começaram a, primeiro, ter menos cliques (pois não eram mais novidades) e, depois, passaram a ir para páginas menos relevantes dos blogs (à medida que os blogueiros adicionavam posts).

E por que, então, a homepage do Senado retornou a #1? Porque os posts, e respectivos links, ganharam TrustRank. O algoritmo aguarda algum tempo para avaliar a confiabilidade do post e do link (na verdade, quando falamos de SEO, tempo é fator importante para todos os elementos); à medida que o tempo passa, os posts e links ganham confiança da Google, seu poder de voto aumenta, e a página linkada (no caso, a homepage do Senado) sobe nos rankings.

Estudo de caso: subir na Google para a pesquisa sobre Receita Federal

November 16th, 2007

Deparei-me com outro caso interessante. O brpoint comentou que visitara um site que conseguira um aumento expressivo nos rankings, mas não conseguira aumento proporcional nos rendimentos.O site em questão é http://holococos.sjdr.com.br/.

O gráfico abaixo, que foi disponibilizado pelo webmaster do site, mostra o número de visitantes no período de 1 de julho a 12 de novembro de 2007.

aumento-trafego.png

Como se vê, em poucos dias o tráfego total do site subiu de algumas centenas de visitantes/dia para a marca de 3.000/dia, e daí aumentou gradualmente para a marca dos 6.000 visitantes/dia. A tabela abaixo mostra as páginas mais visitadas do site:

paginas-visitadas.png

Ainda segundo o autor do site, as expressões [receita federal] e [regularização de CPF] responderam por 42% do aumento no tráfego, e as expressões [como instalar o msn] e [site do msn] responderam por 33% do tráfego; ou seja, num site com quase 3.000 páginas indexadas, 4 páginas responderam por 75% do tráfego.

Que lições se pode tirar disso?

Primeiro: tráfego por si só não gera dinheiro. Como o próprio autor daquele post concluiu, pessoas procurando por [receita federal] não querem comprar nada, e portanto não geram dinheiro para eventuais patrocinadores. O mesmo se dá com pesquisas para [msn], [fotos do acidente da tam], e outros termos populares: eles trazem tráfego, mas não trazem rendimento. O brpoint é de opinião que o adsense teria dado mais dinheiro; eu sou de opinião diferente: se você mandar tráfego inútil para o Adsense, o algoritmo vai logo perceber a baixa qualidade do tráfego e diminuir o pagamento de todos os seus cliques (o que é conhecido como smartpricing); ninguém, seja adsense ou outro patrocinador, quer pagar por tráfego que não converte.

Segundo, e mais importante: por que aquelas páginas chegaram ao topo da Google?

Não, eu não quero chegar ao topo da Google para [receita federal]; mas se eu souber por que a Google gostou daquelas páginas, eu posso tentar aplicar as mesmas técnicas para outros termos e tentar rankear outras páginas, mais lucrativas.

Hoje, para a pesquisa [receita federal], essa página está em #6 na Google, num total de quase 2 milhões; os outros resultados da primeira página são na maioria de sites com autoridade (quatro da própria Receita, duas da fazenda, wikipedia, google notícias e essa outra página, que talvez mereça também um estudo). Para [regularização de cpf], essa página está em #3, entre outros 370.000 e um monte de spam. Para [criar conta no msn], esta página está em #1, em meio a um mar de spam.

O que essas páginas têm em comum, que fizeram a Google gostar tanto delas?

  • Em segundo lugar, os elementos on-page do post foram otimizados: os links que apontam para os posts contêm as palavras-chave, os títulos contêm as palavras-chave, os cabeçalhos dos textos contêm as palavras-chave, e os textos dos posts giram ao redor do tópico, ou seja, contêm diversas palavras correlatas ao tópico (até mesmo as respostas dos usuários contribuíram para isso).
  • Em terceiro lugar: os links externos apontam para sites de utilidade aos visitantes. O post sobre a regularização de cpf aponta para as páginas pertinentes da própria Receita, que é onde o visitante vai resolver seu problema; o post sobre criação de conta do msn dá um detalhado roteiro e aponta para as páginas da própria msn onde, de novo, o usuário conseguirá o que procura.

Isso significa que os links publicados no post foram úteis para o usuário; a Google reconheceu isso e premiou os posts. E como a Google pode ter reconhecido isso? Por exemplo (isso é mera suposição), a Google pode ter percebido que muitos visitantes saíam do post em http://holococos.sjdr.com.br/, iam para o site da Receita (ou do msn), ficavam um bom tempo no site da Receita, consultavam diversas páginas do site da Receita, e não voltavam para google.com.br para refazer a pesquisa inicial.

  • Por fim: tempo. O primeiro pico de tráfego se deu por volta do dia 2 de agosto; o único dos quatro posts sobre Receita e msn que estamos analisando que foi publicado antes de 2 de agosto foi o post sobre a Receita, publicado em 13 de julho. Isso significa que a Google demorou aproximadamente três semanas entre tomar conhecimento da página e atribuir-lhe ranking; esse é provavelmente o tempo necessário para que essa página ganhasse trust (outras páginas em sites mais antigos e com menos links talvez precisassem de mais tempo para ganhar trust). Desde que a Google passou a armazenar informações históricas sobre páginas, links, sites, etc, a idade de todos esses elementos passou a ser importante fator de trust e, consequentemente, de ranking.

Conclusão. Esse caso confirmou muito do que eu havia escrevido nesse outro post: para subir na Google, três elementos são fundamentais: prover informações relevantes, conseguir bons links e esperar (sem empregar truques) o tempo passar.

Google ajusta PR de alguns sites

October 24th, 2007

O site maujor.com é a maior autoridade em português sobre CSS e padrões web. Por anos, o autor dedicou-se a traduzir artigos da http://www.w3.org/ para o Português; a W3, um dos poucos PR10, colocava links para os artigos traduzidos. Graças a esses links da W3, e a milhares de outros que o maujor conquistou merecidamente, graças à alta qualidade da informação que produz (esse é um excelente exemplo de como se conquistam posições no topo da Google), o maujor.com chegou a PR7.

O maujor começou a vender links de publicidade; diferentemente do que dizem os boatos, isso não é problema para a Google (na verdade, a Google quer que os sites vendam publidade - de preferência através do Adsense). O que é um grande problema, sim, é vender publicidade utilizando-se o PR como chamariz.

Isso está ou estava escrito no site do maujor (links removidos): “O site está muitíssimo bem rankeado no Google. A Home Page tem PR7 e a maioria das páginas internas têm PR6.
Isto significa alta visibilidade em resultados de busca. Para saber mais sobre page rank visite esta página.
Para verificar online a PR de uma página visite PR checker info”

E o maujor publicou links para sites sobre pousadas, computadores, hospedagem de sites, imobiliárias, cadastros de sites, etc.

Desde hoje ou há alguns poucos dias, o maujor foi rebaixado para PR4.

Primeira lição: se for vender publicidade, jamais utilize as palavras PageRank, PR, Google, posicionamento, etc. Aliás, um passo ainda mais básico: jamais colocar links para tex**-ads-**lin*s.com ou rev**me.com (eu estou sendo tão cauteloso que, além de não colocar links, sequer escreverei o nome dos sites); se um site contém tais links, de que mais a Google precisa para saber que o site vende/compra links?

Segunda lição: acompanhar os efeitos do rebaixamento. Primeiro, acompanhar o tráfego da maujor, para ver se ele perde tráfego ou se a mudança foi apenas cosmética (para impedir a maujor de vender e desestimular possíveis compradores). Segundo, acompanhar alguns dos anunciantes do maujor, para ver se eles perdem seus bons rankings.

Update 1: não foi só o maujor. Diversos sites que abertamente vendem links tiveram o PR rebaixado; ver esse post do webmasterworld.

Update 2: Poucos dias após o ‘ajuste’ acima, a Google exportou uma nova lista de PR. Como de hábito, a ‘atualização’ causou barulho nos blogs brasileiros; ver, por exemplo, esse post. Também como de hábito, ninguém reportou grandes aumentos ou grandes diminuições de tráfego.

Update 3: o maujor não perdeu nenhum dos seus rankings. Continua, merecidamente, em primeiro lugar para a competitiva palavra CSS (inclusive com os também merecidos sitelinks). A Google não puniu o maujor; a Google quer estimular webmaster a criarem mais sites como o maujor, ricos em informação; a Google apenas não quer que o maujor venda links usando PageRank como incentivo.

Um número maior de pessoas começa a desconfiar de que esse tal de PageRank não é tão importante assim. Em mais alguns meses, algumas pessoas devem começar a perceber que TrustRank e o histórico dos sites são mais importantes que PageRank.

Update 4, 16 de novembro: o tráfego do Maujor não sofreu nenhuma redução; a redução de PR7 para PR4 não teve nenhum efeito.

Google, o Big Brother

October 22nd, 2007

Artigo publicado no Times On Line de 21 de outubro de 2007: Google olha tudo o que você faz.

A Google diz o quão longe quer ir na sua missão de ordenar TODA a informação disponível no mundo.

Como o artigo deve ir algum dia para o arquivo (protegido), transcrevo alguns trechos:

“Google’s techno-dream comes in three bytes. The first is loosely referred to as “universal search”. Scribbling frantically on a whiteboard, Mayer, Google’s head of search products and user experience, says the web is currently “very limited and primitive”. It consists mainly of words, images and some music, mostly created in the last few years. There is much, much more that could – and should – be online. At its simplest level, this includes every film, TV show, video or radio broadcast ever made; every book, academic paper, pamphlet, government document, map, chart and blog ever published in any language anywhere; and any piece of music ever recorded. Google is currently developing new software that will scan millions of new sources of information to give richer search results.

The second part of Google’s techno-dream is “personalised search”. Google has just launched iGoogle, a new turbocharged version of its regular search service. It allows Google to monitor our search and web-surfing history, so that it can find out who we are, how old we are, what job we do, whether we are married and have children, where we go on holiday, what we do in our spare time – anything, in fact, that it can glean from our web-surfing, which, since we do so much online these days, means pretty much everything. Google wants us to sign up for iGoogle on our PC, and also to install it, along with Gmail, Google Maps and Google Earth software, on our mobile phone, so that it knows not just who we are but where we are in the world, 24 hours a day, thanks to the satellite-positioning chips starting to be included in mobile phones.

The final piece of the Google future is called “cloud computing”. Instead of using the internet to search for information that we then copy and use to work on documents stored on the hard drives of our computers, using the software on those computers, Google wants us to create all our documents online, to work on them online using Google’s web-based software, and to store them online on Google’s vast global network of servers. Google has recently launched its own web-based software programs – called Google Apps – that enable us to create password-protected word files and spreadsheets, edit them and store them online. These applications – along with Gmail, Calendar, Google’s online diary, Picasa, its picture-management and storage system, and Presentations, its online version of PowerPoint – mean Google will provide all our computing and storage needs, not on our PCs but, as Mayer puts it, “in the computational cloud”.

Senado e ‘vergonha nacional’

October 10th, 2007

Desde uns dois dias atrás, o Senado não está mais em #1 para a pesquisa [vergonha nacional]. Nesse momento, a página senado.gov.br/sf/ é a mais bem colocada, em #15.

senado1.gif

E por que isso estaria ocorrendo? Ou seja, por que o site do Senado estaria perdendo posições para a pesquisa por [vergonha nacional]?

Uma hipótese é que os links estariam perdendo força. Como a maioria dos links estava em blogs, à medida que os posts vão para a segunda página, os links perdem força.

Outra hipótese é que a Google esteja aprendendo que a página do Senado não tem relação com a pesquisa [vergonha nacional]. E como a Google aprende isso? Estudando o comportamento do usuário. É provável que poucos usuários que pesquisem por [vergonha nacional] cliquem o link para o Senado; e dos poucos que clicam, menos ainda de fato se interessam pelo site do Senado.

Vamos ver o que acontece com a página ao longo do tempo; talvez possamos tirar conclusões úteis.

Update 22 de outubro: a página senado.gov.br/sf está em #11 para [vergonha nacional]

Update 20 de novembro: leiam esse post.

Senado ganha sitelinks

September 24th, 2007

Há pouco tempo, por causa da decisão do Senado que resolveu não cassar Renan Calheiros, iniciou-se uma campanha entre webmasters que conclamava todos a linkarem para o site do Senado com o texto-âncora ‘vergonha nacional’.

Em poucos dias, o site do Senado chegou ao número 1 na Google para [vergonha nacional]. Isso foi visto como uma grande proeza, mas na verdade foi um trabalho dos não muito complicados, já que uma pesquisa “vergonha nacional” (entre aspas, para que a pesquisa se restrinja apenas à expressão exata [vergonha nacional], e não aos milhões de variantes que incluam apenas [vergonha] ou apenas [nacional]) retorna apenas 479.000 resultados.

Do ponto de vista de SEO, dois fatos foram relevantes.

Primeiro, a rapidez com que a Google captou os links e lhes atribuiu valor. O julgamento de Renan foi no dia 12 de setembro, a campanha começou no dia 13 e no dia 15 a Google já mostrava o Senado em #1 (o Yahoo levou alguns dias a mais). Alguns chamaram esse um caso de Google bombing, mas não me parece ser exatamente isso; o Google bombing é o caso quando sites não-correlatos apontam para uma mesma página usando o mesmo texto-âncora com o único propósito de melhorar a posição do site. No caso presente, os links apareceram em posts que explicavam o porquê de o Senado ser uma vergonha, e em sites (a grande maioria blogs de relevância, que são rastreados pelos bots todos os dias) que de certa forma tratavam do assunto (política, dia-a-dia). O seja, os links eram válidos como opinião, e daí a Google tê-los valorizado.

Mas, o mais importante, e que me levou a escrever esse post, é que desde há alguns dias, o Senado ganhou sitelinks para [vergonha nacional]. E o mais interessante é que os sitelinks são os mesmos apresentados para a pesquisa [senado] (também é interessante observar que os snippets são diferentes).

senado.gif

vergonha-nacional.gif

Isso, na minha opinião, fornece pistas sobre a receita para se obter sitelinks.

Primeiro passo: chegue a #1 da Google; segundo passo: tenha tantas visitas ao seu site (como é certamente o caso do site do Senado) que a Google seja capaz de criar um perfil das páginas que são mais úteis/relevantes/visitadas do site, e apresente essas páginas como sitelinks. O segundo passo é mais difícil do que o primeiro.

Como chegar ao topo da Google

September 20th, 2007

Em 2002, Brett Tabke, criador do site Webmasterworld, escreveu um post que, em Português, seria traduzido como Um Site de Sucesso em 12 Meses somente com a Google; o post virou um clássico entre os SEOs. Basicamente, o post dizia: escreva conteúdo relevante periodicamente, submeta às Search Engines mais importantes, pratique técnicas básicas, escreva conteúdo relevante periodicamente, mantenha uma boa estrutura interna, escreva mais conteúdo relevante, repita …

Desde então, o post tornou-se ainda mais válido. As brechas que existiam no algoritmo da Google foram se fechando. Hoje, todos sabem o que o algoritmo da Google quer. A GOOGLE QUER LISTAR OS SITES MAIS RELEVANTES PARA CADA PALAVRA DE BUSCA.

Por exemplo, façamos uma pesquisa para Volkswagem. Qual é o site mais relevante? O website da Volkswagem (apesar da péssima otimização do site). E por que isso? Primeiro, porque o site oferece hoje (setembro/2007) mais de 700 páginas de informações sobre a Volkswagen, com aval da própria empresa (quem melhor do que ela para falar sobre seus próprios produtos?); segundo, porque o site é a fonte preferencial para qualquer um que procure informações sobre a Volkswagen, e em conseqüência o site tem milhares de links apontando para ele; terceiro, o domínio vw.com.br foi registrado em 22/11/1999 (há quase oito anos), o que significa que a Google teve tempo suficiente para conhecer o domínio e o site, e pôde verificar que ele é confiável (a Volkswagen nunca empregou técnicas de spam para divulgar seu site).

Outros exemplos: o primeiro lugar para uma palavra altamente competitiva como viagra é o site da Pfizer; o primeiro lugar da listagem orgânica para New York é o site oficial da cidade de Nova York.

Então, baseados nesses exemplos, podemos tentar concluir: o que fazer para chegar ao topo da Google para uma dada palavra-chave?

1) Escreva o conteúdo mais relevante para a dada palavra-chave. Escreva o que ninguém mais escreveu. Se alguém já escreveu, escreva com mais detalhes e precisão. Escreva conteúdo que responda às dúvidas dos usuários sobre a palavra-chave. Escreva temas correlatos à palavra-chave (se o tópico do site é Ferrari, escreva também algo sobre a McLarem, que tenha correlação com a Ferrari). Utilize gráficos, esquemas e mapas. Faça perguntas e respostas. Coloque links para outras fontes relevantes sobre o tópico. Em suma: faça o melhor site sobre a palavra-chave.

Isso evidentemente significa que o autor ou autores devem conhecer profundamente o tópico referente à palavra-chave (mais do que os autores dos outros sites). Quer ver o site em primeiro para ‘cirurgia plástica’? Esteja preparado para apresentar muita informação interessante e relevante sobre ‘cirurgia plástica’ (o primeiro lugar hoje é a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). Ou você sabe muito sobre cirurgia plástica, ou vai estudar muito, ou vai pagar alguém para escrever sobre cirurgia plástica; o que não é possível é encontrar um segredo que faça um site fraco ou medíocre subir ao topo da Google para um tema competitivo como cirurgia plástica.

Outra conseqüência é: escreva sobre temas de que você goste, pelos quais você tenha interesse em escrever ou aprender (ou seja, sobre temas nos quais você consiga ser a fonte mais relevante). No longo prazo, os melhores sites serão escritos por pessoas ou entidades que se interessem e gostem de escrever sobre os respectivos tópicos (e não aqueles que queiram apenas ganhar dinheiro). Se você escrever sobre o de que gosta, então criar e aprimorar o site será um prazer, e não um fardo. E quem faz as coisas por prazer sempre fará mais bem feito.

2) Consiga links relevantes.

A Google tem aprimorado constatemente suas ferramentas de avaliação on-site e on-page, ou seja, ferramentas que avaliem a relevância de páginas e sites sem depender de fontes externas. Isso pode ser conseguido, por exemplo, pela combinação de estudos de semântica e lingüística (a Google é um dos maiores empregadores de profissionais dessas áreas no mundo) com o enorme banco de dados de pesquisas que a Google acumulou ao longo dos anos e ainda com o estudo da maneira como usuários interagem com um site ou página.

Por exemplo, a Google sabe que uma página sobre ‘Independência do Brasil’ será mais relevante se contiver também a expressão ‘Dom Pedro I’. Por quê? A Google estudou História? Não! Porque, ao longo dos anos, a Google constatou que diversas pesquisas incluíram simultaneamente os termos ‘Independência do Brasil’ e ‘Dom Pedro I’; ou, ainda, que diversas páginas contêm esses mesmos termos, muito freqüentemente com links.

A Google ‘aprende’, apenas observando a estrutura da web, que esses termos são correlatos. É mais ou menos como nós, seres humanos, também aprendemos. É por isso que o item 1 acima é importante: a Google tem uma certa capacidade de reconhecer, apenas por análise estrutural/semântico do site e do seu posicionamento da web, a qualidade e relevância do site.

Entretanto, essa análise on-page ou on-site não é suficiente. A Google precisa de avaliadores externos para avaliar a relevância de uma página. A Google precisa de links.

Se o site do Museu do Ipiranga linkar para uma página sobre Independência do Brasil, a Google sabe que essa página é relevante para pesquisas sobre ‘Independência do Brasil’. Por quê? Porque a Google sabe que o site do Museu é uma autoridade para o tema Independência do Brasil. E por que o site do Museu é autoridade? Porque diversos sites da internet, que versam sobre História e Independência, apontam para o site do Museu.

Outro exemplo. Quem escreve sobre, digamos, engenharia de petróleo, precisa de links de sites que sejam autoridades em engenharia de petróleo. Quais são esses sites? Petrobrás, ANP, Shell, etc. E por que essas empresas são autoridades em engenharia de petróleo? Porque é provável que milhares de sites cujos temas sejam correlatos a petróleo apontem para Petrobrás, ANP, etc.

Os links não são todos iguais (como eles eram há alguns anos). O que interessa hoje para a Google são links relevantes. Quer subir no ranking para ‘Rogério Cenni’? Consiga links do site do São Paulo, do site do próprio Rogério, de sites de fãs-clubes do Rogério, de sites sobre os grandes goleiros do mundo, do site da CBF, de sites genericamente importantes (Yahoo, dmoz, etc). Conseguir qualquer um desses links é mais proveitoso do que conseguir cem links na blogsfera com o texto ‘blog do Fulano’.

E isso leva a outro elemento importante: o texto do link. O texto não é tão importante quanto já foi, mas ainda é importante. Não é mais tão importante, porque hoje a Google utiliza análise semântica para saber o tópico do site e da página; não adianta muito conseguir um link com o texto ‘Rogério Cenni’ se a página em que o link se encontra tratar de agricultura. Entretanto, se a página tratar sobre futebol, é muito melhor que o texto do link seja ‘Rogério Ceni’.

Reconhecer links relevantes é provavelmente a parte mais importante do trabalho de SEO. Isso porque escrever texto relevante, como explicado acima, e ganhar confiança pelo tempo, como explicado abaixo, são coisas difíceis de simular; ou você conhece o tópico, ou não; ou você tem tempo na internet, ou não. Mas links são sujeitos a manipulação; pode-se obter bons links com dinheiro. Por isso a Google se esforça muito para não demonstrar quais são os links de valor.

Conhecer e obter links relevantes constitui, atualmente, o trabalho mais importante de um SEO. Esse post fala um pouco mais do tema.

3) Tempo + Honestidade = Confiança (Trust)

Ninguém consegue disfarçar o tempo de vida na internet. Um site registrado em 1998 demonstra que o autor tinha interesse pelo tópico do site há muito tempo.

A Google tornou-se um dos registradores oficiais de domínios há alguns anos, mas nunca registrou nenhum domínio. Por quê? Porque a intenção da Google era apenas ter acesso ao banco de dados que informa quando um domínio foi registrado ou alterado.

Junte a isso os registros que a Google tem sobre o histórico do site (ele já tentou enganar os bots, ou ele sempre foi honesto? A Google armazena diversos dados sobre o site para determinar isso) e tem-se aí um grande fator de avaliação do site. De fato, o TrustRank, ou medida de confiança que a Google tem no site, há muito tornou-se mais relevante do que o PageRank.

É por isso que sites que promovem alterações radicais na estrutura sofrem alguma penalização; por exemplo, sites que mudam todas as URLs de dinâmicas para estáticas simultaneamente, ou mesmo sites que alteram todo o conteúdo repentinamente (típico caso de pessoas que compram domínios expirados e trocam o conteúdo - ver riotransito.com.br, por exemplo - a Google demora, mas um dia descobre, e pune).

Junte ainda dados sobre a maneira como os usuários interagem com o site (quanto tempo os usuários ficam no site? quantas vezes eles retornam? quantos usuários adicionam o site aos Favoritos?), acumulados ao longo do tempo (um site com dez anos tem muitos usuários fiéis), e tem-se outro fator que diz muito quanto à relevância do site.

A Google confia mais nos sites que têm longo tempo de vida, e que ao longo desse tempo se dedicou a produzir conteúdo relevante (e não se aproveitar de vulnerabilidades do algoritmo).

Em resumo: como chegar ao topo da Google? Escreva conteúdo relevante, obtenha links relevantes, mantenha um site honesto e aguarde.