Senado ganha sitelinks
Há pouco tempo, por causa da decisão do Senado que resolveu não cassar Renan Calheiros, iniciou-se uma campanha entre webmasters que conclamava todos a linkarem para o site do Senado com o texto-âncora ‘vergonha nacional’.
Em poucos dias, o site do Senado chegou ao número 1 na Google para [vergonha nacional]. Isso foi visto como uma grande proeza, mas na verdade foi um trabalho dos não muito complicados, já que uma pesquisa “vergonha nacional” (entre aspas, para que a pesquisa se restrinja apenas à expressão exata [vergonha nacional], e não aos milhões de variantes que incluam apenas [vergonha] ou apenas [nacional]) retorna apenas 479.000 resultados.
Do ponto de vista de SEO, dois fatos foram relevantes.
Primeiro, a rapidez com que a Google captou os links e lhes atribuiu valor. O julgamento de Renan foi no dia 12 de setembro, a campanha começou no dia 13 e no dia 15 a Google já mostrava o Senado em #1 (o Yahoo levou alguns dias a mais). Alguns chamaram esse um caso de Google bombing, mas não me parece ser exatamente isso; o Google bombing é o caso quando sites não-correlatos apontam para uma mesma página usando o mesmo texto-âncora com o único propósito de melhorar a posição do site. No caso presente, os links apareceram em posts que explicavam o porquê de o Senado ser uma vergonha, e em sites (a grande maioria blogs de relevância, que são rastreados pelos bots todos os dias) que de certa forma tratavam do assunto (política, dia-a-dia). O seja, os links eram válidos como opinião, e daí a Google tê-los valorizado.
Mas, o mais importante, e que me levou a escrever esse post, é que desde há alguns dias, o Senado ganhou sitelinks para [vergonha nacional]. E o mais interessante é que os sitelinks são os mesmos apresentados para a pesquisa [senado] (também é interessante observar que os snippets são diferentes).


Isso, na minha opinião, fornece pistas sobre a receita para se obter sitelinks.
Primeiro passo: chegue a #1 da Google; segundo passo: tenha tantas visitas ao seu site (como é certamente o caso do site do Senado) que a Google seja capaz de criar um perfil das páginas que são mais úteis/relevantes/visitadas do site, e apresente essas páginas como sitelinks. O segundo passo é mais difícil do que o primeiro.